|
O lugar que conhecemos hoje como Albufeira, não é apenas a capital do turismo em Portugal, é também um local carregado de história com indícios de presença humana que remontam já ao período neolítico e à idade do bronze.
O contacto com os Fenícios, os Gregos e os Cartaginenses, ensinaram aos habitantes o alfabeto, a utilização da moeda e a conservação dos alimentos através do sal. Ocupada numa primeira fase pela civilização Romana, o seu nome inicial era Baltum. Este povo introduziu o conceito de organização administrativa e desenvolveu uma intensa actividade agrícola, mineira e comercial. Construiu ainda aquedutos, estradas e pontes, dos quais ainda existem alguns vestígios.
As trocas comerciais marítimas com o norte de África levaram a uma ocupação gradual dos povos Mouros em toda a região. O nome de Albufeira provém do árabe Al-Buhera, que significa "Castelo do Mar", nome que poderá estar ligado ao facto da existência de uma fortificação no alto do rochedo que dominava a lagoa existente na parte baixa da vila. Foram ainda os árabes que desenvolveram notavelmente a agricultura, verificando-se a introdução de novas culturas, instrumentos e técnicas, tais como charruas, noras para elevação de águas e utilizaram, pela primeira vez o adubo.
Foi a partir do final do séc. XII que se iniciou a conquista cristã da região. Após décadas de conflitos e um cerco final apertado, a tomada da vila aos mouros deu-se definitivamente em 1249 com os Cavaleiros da Ordem de Santiago no reinado de D. Afonso III, e doada à Ordem Militar de Aviz, tornando-a assim parte do reino de Portugal e dos Algarves. A 20 de Agosto de 1504 (data em que se comemora o feriado municipal) D. Manuel I concedeu o Foral à Vila de Albufeira, sendo regida pelas leis do resto do país.
Albufeira foi das cidades a sul mais fustigada pelas catástrofes naturais. O terramoto de 1755 foi, no entanto, a catástrofe que mais estragos causou culminando com o maremoto que levou o mar a invadir a vila, destruindo quase todos os edifícios e deixando apenas umas poucas edificações intactas. A reconstrução foi lenta e foram necessárias décadas até Albufeira começar a recuperar de tamanha tragédia.
A partir de meados do séc. XIX a actividade piscatória promoveu um grande impulso económico. A exportação de peixe e frutos secos foram os principais meios de lucro da região. A partir da década de 60, já no séc. XX, o turismo começou a florescer e deu novo fôlego à economia local. Com o seu crescimento tornou-se cidade em 1986.
Até aos dias de hoje, Albufeira tem estado em franco desenvolvimento graças a uma actividade turística em expansão que a transformou num dos destinos turísticos preferidos da Europa. A necessidade de satisfazer a crescente procura turística obrigou Albufeira a sair do seu centro histórico e estender-se em direcção as suas zonas rurais proporcionando alojamento de qualidade e infra-estruturas de luxo. Este alargamento criou novos pólos de atracção tais como o Montechoro, as Areias de São João e a famosa Oura. A recente construção da Marina de Albufeira ajudou a ligação da cidade à sua zona Oeste que se estende até a Galé e aos Salgados.
O concelho de Albufeira acolhe hoje uma grande parte dos 5 milhões de turistas que visitam o Algarve todos os anos. O frenesim turístico do Verão prolonga-se o resto do ano e deixa lugar a visitantes de todas as idades oriundos de todo o mundo.
O seu extraordinário clima com mais de 3000 horas de sol por ano (ver página do tempo) e o encanto natural do seu povo, continuam a incentivar muitos estrangeiros a mudar a sua residência temporária ou permanente para esta região. A vida nocturna sempre muito animada, as suas belíssimas praias, os desportos aquáticos variados, os seus campos de golfe, as suas magníficas paisagens e a sua deliciosa gastronomia constituem as principiais razões pelas quais cada vez mais se encontram pessoas a escolher Albufeira como o seu destino predilecto. |